O regente e compositor Rogério Duprat nasceu no Rio de Janeiro em 1932, mas se radicou em São Paulo. No começo dos anos 60, ao lado de músicos como Júlio Medaglia, Damiano Cozzella e Gilberto Mendes, integrou o movimento de vanguarda erudita Música Nova. Em sua estada na Alemanha e na França, estudou com os compositores Pierre Boulez e

 

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Karleing Stockhausen respectivamente. Ao retornar ao Brasil, trabalhou novamente com Damiano Cozzella na criação de peças experimentais em computador. Também participou de “happenings” e manifestações de música aleatória na Universidade de Brasília, onde chegou a lecionar. Foi premiado inúmeras vezes, por suas trilhas sonoras para cinema, com especial ênfase nos filmes de Walter Hugo Khouri.
Todavia, seu trabalho mais instigante foi com os tropicalistas (Caetano Veloso, Gilberto Gil, e etc..) no álbum revolucionário - TROPICÁLIA OU PANIS ET CIRCENSIS (1968) – no qual foi arranjador. Duprat exalava erudição, ousadia, e criatividade. Um bom exemplo foi o arranjo criado para a canção “Domingo no parque” de Gil, que se classificou como a melhor do III Festival de MPB da TV Record, em 1967.
O trabalho desenvolvido com os Mutantes foi algo a parte, funcionando como um “George Martin tupiniquim”, ele criou um “arcabouço sonoro” para que o grupo pudesse soltar toda a sua inventividade, em álbuns memoráveis.
Na década seguinte, introduziu-se no meio de propaganda, criando trilhas musicais para filmes publicitários. Entretanto, problemas de deficiência auditiva, o afastaram de suas atividades artísticas.

 
   
 
     
 
 

O baixista e produtor Arnolpho Lima Filho, vulgo Liminha, nasceu na cidade de São Paulo e passou sua infância no bairro da Lapa. Iniciou-se na música muito cedo, aos dez anos já participava de um sexteto de violões. Três anos depois, já com o

 

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baixo-elétrico dado pelo pai, formava o seu primeiro conjunto – The Thunders.
No início de 1968, após ter tocado com os Lunáticos, ele iria integrar o Baobás, conjunto que acompanharia Caetano Veloso em uma série de shows. Na volta da excursão, freqüentando os bastidores do Teatro Record, ele viria a conhecer os Mutantes. Daí para o primeiro convite para tocar com o trio não demorou muito. Primeiro como músico acompanhante, depois como integrante.
Liminha permaneceu na banda por um longo período, de 1969 a 1974, partindo depois para uma carreira de sucesso como produtor. Um dos primeiros artistas com o qual trabalhou, foi Gilberto Gil. É dele a produção de álbuns como AGENTE PRECISA VER O LUAR (1981), UM BANDAUM (1982) e RAÇA HUMANA (1984), cujo apelo pop era bem acentuado.
Com a explosão do rock brasileiro na década de 80, ele tornou-se “figurinha fácil”, produzindo desde Lulu Santos, Ultraje a Rigor, Paralamas, Barão Vermelho, Kid Abelha, Lobão, e até os Titãs. Com esse último conjunto, manteve um relacionamento de trabalho bem interessante, produzindo os quatro maiores sucessos da banda – CABEÇA DINOSSAURO (1986), JESUS NÃO TEM DENTES NO PAÍS DOS BANGUELAS (1987), GO BACK (1988), e Õ BLESQ BLOM (1989). Contudo, ele passou anos sem trabalhar com a banda, só retornando a produzi-la no mega-sucesso ACÚSTICO da MTV, álbum que venderia um milhão e quinhentas cópias.
Na década de 90 produziu uma infinidade de artistas, tais como Daniela Mercury, Fernanda Abreu e etc. Mantêem-se na ativa até hoje.

 
     
 
 

O baterista Ronaldo Poliseli Leme, o Dinho, nasceu em Campo Grande, Mato Grosso, em 1948. Sua família mudou-se para a pequena cidade paulista de Rancharia. Iniciou seu envolvimento com a música por causa de seu irmão mais velho Reginaldo Leme (famoso jornalista). Formou o seu primeiro conjunto, Os Delfins, aos 14 anos. Nesse período já fazia bailes em

 

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cidades como Pirapozinho (SP) e Apucarana (SP). Tocava de tudo um pouco: rock & roll, bossa nova, sambas e até boleros.
Em 1965, se mudou de vez para a cidade de São Paulo e entrou para o Conservatório de Música e começou a dar aulas de bateria.
Em 1966, Dinho foi apresentado aos Mutantes por intermédio de Ronnie Von. No entanto a aproximação com o trio só se deu alguns anos depois. Nesse meio tempo, tocou com Jorge Ben, participou de inúmeros programas de TV, e de algumas gravações. O contato com o empresário Guilherme Araújo permitiu a Dinho, que conhecesse quase todos integrantes do grupo tropicalista. O convite para tocar com os Mutantes foi apenas um desdobramento disso tudo. Primeiro como músico convidado, depois como integrante. O resto é história, amigo.

FOTOS:

1. arquivo de Rodrigo Veloso; 2. Arquivo pessoal Liminha; 3. Polydor Abril