posteriormente rebatizado
de O Konjunto, e por fim de Mutantes. Nos álbuns da banda
podemos perceber a guitarra “inquieta” e “criativa”
de Sérgio, cheia de efeitos e com muita microfonia. Seu virtuosismo
era uma grande contribuição para a banda.
Ao lado de Rita Lee e Arnaldo Baptista, Sérgio participaria
do Movimento da Tropicália, que renderia a presença
em festivais e no “disco-manifesto” da Tropicália
(1968). Os Mutantes também contribuíram em discos
de outros artistas, tais como Gilberto Gil, Ronnie Von (em sua incursão
no psicodelismo), Caetano Veloso, e Rogério Duprat. Sérgio
ainda tocaria nos dois primeiros discos solos de Rita Lee.
Juntos, Sérgio, Arnaldo, Liminha e Dinho, faziam um som poderoso,
que aos poucos deixava o humor e o psicodelismo dos Beatles para
cair de cabeça no rock progressivo. Estilo esse, que estava
em evidência na época. Sérgio Dias foi o integrante
que permaneceu por mais tempo na banda. Ele a liderou após
as saídas de Arnaldo e Rita, já com novos componentes,
até 1977. Nesse período a banda lançou dois
álbuns,
completamente progressivos.
Em 1980, o guitarrista lançou o seu primeiro disco solo –
SÉRGIO DIAS – no qual apresentava canções
com várias parcerias, desde Caetano Veloso, Paulo Coelho,
até Nelson Motta. Desde então tem trabalhado nos EUA,
trafegando por vários estilos. Continua na ativa até
hoje, lançando discos. |