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Baptista
e Sérgio Dias. O grupo ficaria célebre
ao integrar o movimento tropicalista (1968), contribuindo com o
seu rock de vanguarda. Em 1972, já com dois álbuns
lançados - BUILD UP (1970) e HOJE É O PRIMEIRO DIA
DO RESTO DA SUA VIDA (1972) – Rita saiu do grupo para seguir
em carreira solo. Um ano depois, criou com Lúcia Turnbull
(parceira do duo As Cilibrinas do Éden) o Tutti Frutti, banda
que com o seu rock básico com “pitadas” de glam
rock (T Rex), marcaria o cenário do rock nativo da época.
Lançaram excelentes álbuns como ATRÁS DO PORTO
TEM UMA CIDADE (1974), FRUTO PROIBIDO (1975), ENTRADAS E BANDEIRAS
(1976) e BABILÔNIA (1977), este já com a presença
de Roberto de Carvalho. Os álbuns se fizeram notar pela excelente
qualidade das composições e dos arranjos, com ênfase
na guitarra de Luis Sérgio Carlini. O grande hit da banda
foi “Ovelha negra”, um clássico de toda uma geração.
No entanto, o Tutti Frutti teria vida curta, desfazendo-se em 1977.
No mesmo ano Rita dividiu o palco com o “mestre” Gilberto
Gil, sendo tudo registrado no álbum REFESTANÇA. Pouco
depois, iniciou a fase mais popular de sua carreira, que se estenderia
até a década de 80. Em parceria com o marido Roberto
de Carvalho, os dois produziriam um hit atrás do outro, consolidando
o seu estilo original de pop-rock, e conquistando, assim, um público
bem maior. São desse período os sucessos “Chega
mais”, “Mania de você”, “Lança
Perfume”, “Baila comigo” e “Flagra”,
sendo os dois ‘últimos temas de novela da Rede Globo.
Na década de 90, Rita continuou surpreendendo os incautos,
ao mesclar bossa nova com o velho e bom rock’n’roll,
resultando no belo disco BOSSA’N’ROLL e em uma bem sucedida
temporada de shows. Posteriormente, faria uma guinada em direção
ao rock, bem perceptível em álbuns como RITA LEE (1993)
e A MARCA DA ZORRA (1995). Em 1998 ela gravou o platinado ACÚSTICO
MTV, no qual divide o palco com seu filho (Beto Lee), e apresenta
os seus grandes sucessos em novo formato.
O novo milênio começou a todo vapor para Rita: o álbum
3001 lançado em 2000 com uma “pegada” bem rock’n’roll
e com um título para lá de irônico, foi contemplado
com o Grammy Latino na categoria "melhor disco de rock".
Em seguida, veio o álbum AQUI, ALI, EM QUALQUER LUGAR....(2001),
onde Rita reinterpreta clássicos dos Beatles tendo a Bossa
Nova como ritmo predominante, além de incursões no
samba-rock e no baião. Das 14 quatorze canções,
três foram vertidas para o português. O resultado final
prima pelo bom gosto e pela simplicidade.
Em 2003, Rita lança BALACOBACO, cuja faixa-título
"Amor e Sexo" (parceria de Rita Lee, Roberto de Carvalho,
e do jornalista e cineasta Arnaldo Jabor) logo se torna um sucesso.
O disco é considerado pela crítica especializada como
"o melhor de Rita Lee nos últimos 10 anos", transformando-se
em disco de Ouro após apenas pouco mais de um mês de
seu lançamento.
Em 2004, Rita não dormiu sobre os louros, lançando
o álbum MTV AO VIVO RITA LEE, seu 32º disco, no formato
CD e DVD. Entre os clássicos apresentados no álbum,
podemos destacar 'Pagu' e 'Esse Tal de Roque Enrow', com as participações
de Zélia Duncan e de Pitty respectivamente. A “sintonia”
entre Rita Lee e Roberto de Carvalho é um capítulo
a parte. |
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