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canção
“Domingo no parque” no III Festival de MPB da TV Record,
iniciando assim o envolvimento da banda com o movimento tropicalista.
O rock psicodélico dos Mutantes se encaixou muito bem com
o espírito de vanguarda do Movimento. Percebe-se essa sintonia
na primeira audição do disco da Tropicália
de 1968. Acompanharam no mesmo ano Caetano Veloso na apresentação
da canção “É proibido proibir”,
no III Festival Internacional da Canção, FIC, da TV
Globo. Eles também concorreram com uma canção
própria, “Ando meio desligado”, um dos maiores
sucessos do grupo.
O conjunto lançou seis álbuns com a presença
de Arnaldo, indo do “tropicalismo psicodélico”
ao rock progressivo, tão em voga na época.
Contudo, no ano de 1973 Arnaldo deixou a banda no ano seguinte lançou
LOKI?, o grande destaque em sua irregular carreira solo. Nesse álbum,
onde se acompanha ao piano, ele expõe toda a dor da separação
da mulher (Rita Lee).
Em 1976, formou o grupo Patrulha do Espaço, no qual permaneceu
por dois anos, lançando dois discos. O segundo trabalho solo
veio ao mundo sob o nome de SINGIN’ALONE, em 1982. Contudo,
um ano antes, Arnaldo sofreu um sério acidente que o incapacitou
para uma carreira mais regular. Isto não o impediu de se
tornar uma figura lendária na história do rock nacional,
e uma grande referência.
Na década de 90 foi descoberto por músicos e imprensa
estrangeira. Artistas como Kurt Cobain (Nirvana), Sean Lennon e
David Byrne (Talking Heads) expressaram sua admiração.
Este último, através da gravadora Luaka Bop, ao lançar
uma coletânea dos Mutantes no mercado internacional.
Em 2004, após um longo hiato, Arnaldo finalmente volta a
cena com o sensacional álbum LET IT BED (alusão a
LET IT BE, epitáfio Beatle) que saiu pela revista “Outracoisa”
do roqueiro Lobão.
O álbum, no qual o multi-instrumentista Arnaldo além
de cantar, toca piano e teclados, guitarra, baixo, banjo, gaita,
caixa de fósforo, Roland BassLine 303, bateria, gerador de
freqüências, foi produzido por John Ulhoa (Pato Fu).
O repertório mistura músicas novas com registros antigos,
com destaque para a belíssima bossa “Bailarina”
e “To burn or not to burn” com seu baixo hipnótico,
entre outras.
O lançamento deste álbum é um deleite para
todos que aprenderam a admirar a sua arte. Que seja o primeiro de
vários nessa nova fase. |
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